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:: Quinta-feira, Maio 07, 2009 ::
Travessura divina
Aos 46 minutos do segundo tempo eles pareciam estar ali em cima, rindo de todos que, aflitos, ainda torciam e não acreditavam na eliminação do vistoso Barcelona da Liga dos Campeões. Gargalharam quando, de cara, Essien marcou o gol que pôs o retrancado time do Chelsea na frente no Stamford Bridge, ao seu gosto para aproveitar apenas as falhas do rival. Lamentavam apenas a ausência do francês Henry em campo, o que certamente deixaria sua brincadeira mais gostosa. Mas decidiram manter o jogo para o mundo todo assistir. Encararam como um acidente de percurso a chance desperdiçada por Drogba na cara de Valdés que dificultaria e muito a vida dos catalães. Uma pitadinha de pimenta no tempero da noite inglesa. O tempo ia passando no relógio. Messi, um de seus filhos mais queridos, a quem reservaram um dos melhores dons que puderam escolher, fazia pouco, bem marcado, como se também fosse um item da travessura. Divertiam-se ao olhar para a arquibancada do estádio e ver alguns rostos barcelonistas incrédulos, com as mãos juntas à cabeça, como que numa prece. Mas também não deixavam de achar graça na soberba de alguns dos ruivos ingleses, todos vestidos de azul, felizes com o esquema implantado por Guus Hiddink que travou a máquina com média de três gols por jogo na Liga dos Campeões. Afeitos a um certo drama, deixaram o árbitro Henning Ovrebo realizar algumas trapalhadas, como a expulsão de Abidal sem nem mesmo encostar em Anelka, e fizeram-no ignorar o empurrãozinho de Daniel Alves em Malouda dentro da área. E continuaram sorrindo. Sabiam qual seria o final, que planejaram com tanto carinho . Por mais que admirassem a aplicação tática do time inglês, era impossível não se deixar encantar por aquele Barcelona do trio de ouro formado por Eto'o, Henry e Messi. E foi justamente com o craque argentino que iniciaram a reviravolta. Deixaram aos 47 minutos, apenas um após sua risada, a bola cair em seu pé, puxar para a esquerda e rolar ali para o meio, onde esconderam Iniesta de todos os Blues para que o arremate fosse perfeito, no ângulo esquerdo de Cech. Explosão no mundo todo, a magia catalã estava viva, o time que tanto deu alegrias ao mundo da bola continuava de pé. A final perfeita aconteceria. Manchester United x Barcelona. Seus dois filhos mais queridos na atualidade, Cristiano Ronaldo x Messi. Satisfeitos, olharam ao redor e viram a satisfação que deram ao admiradores do futebol. Felizes, recostaram nas nuvens, à espera da grande decisão do dia 27 de maio. Quem são eles? Os deuses do futebol.
Crédito da foto: Reuters
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:: PEDRO HENRIQUE TORRE 01:53 ::
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:: Quarta-feira, Maio 06, 2009 ::
Nos braços do mundo
Ele é mesmo marrento. Abusado até. Encara os adversários com um certo desdém, uma observação de canto de olho que chega à empáfia. Mas como joga esse português. Cristiano Ronaldo deu contra o Arsenal mais uma prova de porque é considerado hoje o melhor do mundo. Marcou dois belos gols e carimbou o Manchester United pela segunda vez consecutiva na Liga dos Campeões. Não é à toa que a maioria dos garotos no Brasil pode até nem acompanhar muito bem o Manchester na temporada europeia. Mas certamente eles têm em seus armários uma camisa de Cristiano Ronaldo. O gajo encanta com seus dribles desconcertantes, suas arrancadas de tirar o fôlego e o chute que faz a bola rasgar o ar de forma imprevisível. Farto estamos de ouvir que o português não é decisivo, falhou na decisão de pênaltis da decisão da Liga dos Campeões no ano passado. Bobagem. A vontade que ele mostra e o ar de quem diz "é apenas um jogo" após marcar um gol na semifinal da Liga dos Campeões diz porque o camisa 7 do Manchester United ganhou o mundo.
Crédito da foto: Reuters
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:: PEDRO HENRIQUE TORRE 02:14 ::
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:: Segunda-feira, Maio 04, 2009 ::
O último estágio
A grafia na parte de trás da camisa 1 do Flamengo diz Bruno Souza. Mas o rapaz com envergadura impressionante e saltos rumo à bola que assustam só de ver atende também pelo simples chamado de Bruno. Assim mesmo, sem sobrenome. Mais uma vez, ele foi o destaque em uma final de campeonato. Rompeu barreiras, tomou pra si os holofotes que geralmente costumam ser dos atacantes. Insistemente, a arquibancada e parte da crítica pedem a convocação de Bruno para a reserva de Júlio César na Seleção Brasileira. Tecnicamente, Bruno já deveria estar lá. Mas ali com os seus botões o técnico Dunga certamente pensa no equilíbrio emocional do goleiro. Não que o goleiro rubro-negro costume sair dos eixos em momentos decisivos. A decisão de pênaltis do último domingo está aí exatamente para mostrar o contrário. Mas Bruno leva o futebol com tanta calma que às vezes beira a irresponsabilidade. Não raro em jogos do Flamengo, recebe o recuo de um zagueiro e, com os pés, se põe a fazer graças com a bola, a driblar o adversário de maneira desconcertante ou com um breve lançamento que, por pouco, não para nos pés rivais. Falta essa correção ao goleiro. Basta fazer o simples com os pés porque já é brilhante com as mãos. Quando entender não ser necessário fazer graça durante um jogo, Bruno certamente chegará à Seleção Brasileira e aprenderá lá com Júlio César que o caminho é sempre assim. Até porque o próprio Júlio, com a mesma camisa 1 do Flamengo, também fez história e insistia em, vez em outra, brincar com os pés. Como faz Bruno. Quando se conscientizou que o dom que o diferenciava de todos estava nas mãos, nos saltos impressionantes e nas defesas com reflexo e arrojo, Júlio César amadureceu e viu a vaga de titular da maior seleção do mundo finalmente repousar em seu colo. Falta, ainda, este estágio para Bruno.
Crédito da foto: Agência O Globo
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:: PEDRO HENRIQUE TORRE 12:55 ::
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Caminhos que se encontram
Apenas uma breve distância de dias, entre o finzinho de 2007 e o comecinho de 2008, separou os mais profundos sofrimentos de Corinthians e Ronaldo. O Timão encarou a pior página de sua história com o rebaixamento no Campeonato Brasileiro. O Fenômeno, já contestado e criticado, viu o joelho vacilar mais uma vez. Fundo poço, semblante pesado, dúvida sobre o futuro. Apenas por um momento. No restante de 2008, ambos puseram a cara a tapa e buscaram o caminho da recuperação, sem desistir. O Corinthians apoiado pela massa de torcedores que o faz ser o gigante que é. Ronaldo com o carinho do povo que tanto comemorou seus gols em Copas do Mundo e engrossou o coro fenomenal. Ninguém acreditava num retorno tão rápido, tão inesperado e com sucesso imediato. De ambos. Já purificados por tanta dor, veio o início do namoro, ainda longe dos holofotes. Enfim, o casamento que fez bem aos dois. Para voltar ao seu status de grande, o Corinthians precisava de alguém como Ronaldo. Para voltar ao seu status de Fenômeno, Ronaldo precisava de um clube como o Corinthians. Tudo certo, o início foi devastador, já com o gol sobre o arquirrival Palmeiras. Euforia, parceria perfeita, êxtase com a nova fase do atacante e do Corinthians. O título paulista conquistado de forma invicta, com Ronaldo como craque do campeonato, só veio comprovar a voz das arquibancadas. As trajetórias de Ronaldo e Corinthians se encontraram, caminharam lado a lado. Ambos voltaram
Crédito da foto: Globoesporte.com
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:: PEDRO HENRIQUE TORRE 12:52 ::
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:: Domingo, Maio 03, 2009 ::
A bola pune e ironiza
Volte alguns meses na memória. Relembre a torcida do Botafogo, logo após o título da Taça Guanabara, cantando "Vice é o Cuca" a plenos pulmões no Maracanã. Lembre também a cara de angústia do treinador do Flamengo e o seu singelo aviso "Lá no final eu posso ser campeão e eles, vice". Alexi Stival, o Cuca, avisou. E a torcida do Botafogo compreendeu de maneira amarga o que invariavelmente acontece com quem vira as costas para quem o tratou com tanto carinho. Cuca chegou ao Botafogo em 2006, fez um belo trabalho, virou ídolo, deu ao time de novo o poder para ser considerado o de mais belo jogo do Brasil e ser até respeitado. Criou uma relação especial e foi o último protagonista da reestruturação do clube alvinegro pós-rebaixamento de 2002. E de repente, sem mais nem menos, foi tratado com desrespeito por vários torcedores afoitos pela conquista de um turno. Assim como ele já havia conquistado dois turnos nos anos anteriores, pelo mesmo Botafogo. Flamengo campeão carioca sobre o Alvinegro, título consumado, Cuca sem o estigma de vice que já foi do Vasco e agora paira sobre General Severiano. Com o apito final, o treinador saiu correndo, abraçou alguns dirigentes no gramado e apertou o passo, correndo em direção a algum lugar. A lugar algum. E enxugou lágrimas que começavam a correr pelo rosto. Rapidamente se recompôs, viu microfones em sua frente e a chance de dar a resposta atravessada que estava em sua garganta. Com elegância, dispensou o ataque aos botafoguenses que sofriam com mais um vice na arquibancada. Sabe como é sentir a dor de se apontado como um time, um profissional do quase. Manteve-se quieto, comemorou apenas seu título. Nesse momento, sabia que palavras não eram mais necessárias. Muricy Ramalho, técnico do São Paulo, já disse: a bola pune. E, cruel, também ironiza.
Crédito da foto: Agência O Globo
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:: PEDRO HENRIQUE TORRE 19:40 ::
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:: Sábado, Maio 02, 2009 ::
A magia catalã
Há algo de diferente naquelas camisas coloridas com azul e grená. De tempos em tempos, o Barcelona presenteia o mundo com esquadrões memoráveis, que formam e encantam gerações de adoradores de futebol. Há 15 anos, Stoitchkov, Koeman, Hagi, Romário e companhia faziam a alegria do mundo da bola. Era o mais belo time do mundo, apesar de derrotado pelo Milan em uma final da Liga dos Campeões. A magia do Camp Nou transcende gerações, estupefatas com o brilho e a plasticidade das jogadas do Barça. Não se trata apenas de um clube, uma torcida por um título, uma bela jogada. Ser torcedor do Barcelona é um estado de espírito, a essência da alma catalã transfigurada em 11 jogadores. Há cinco anos, foi a vez de o esquadrão ser composto por Deco, Ronaldinho e Eto´o. Assistir a esse time era um simples deleite, com a certeza boas jogadas, atuações soberbas e entender o porquê de o futebol abarrotar multidões em todo o mundo. É sinônimo de arte. A última travessura do clube catalão aconteceu hoje. A quilômetros de distância do Camp Nou, mas com um gosto ainda melhor. Na casa do maior rival, o Real Madrid, um baile. Messi, Henry e Eto´o hoje mantiveram a tradição de encantar o mundo. Goleada de 6 a 2, a alegria catalã estampada no rosto de cada torcedor nas ruas de Barcelona ou no rosto do argentino Messi. É a magiã catalã.
Crédito da foto: Reuters
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:: PEDRO HENRIQUE TORRE 23:16 ::
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:: Sexta-feira, Maio 01, 2009 ::
Ayrton Senna: saudade do mito
O texto abaixo foi publicado neste mesmo blog, há exatos cinco anos. Falava um pouco sobre os dez anos da morte de Ayrton Senna da Silva. Hoje, lá se vão 15 anos. Como o tempo passa, eterno campeão. As palavras abaixo valem ainda hoje. E para sempre. Basta substituir a contagem da saudade. Aí embaixo eram dez. Agora são quinze. Mas a saudade não para jamais.
Chegou. Depois de dez anos de espera e de suposições, primeiro de maio de 2004 chegou. Há dez anos a Williams FW16, número dois, se chocava contra um muro na curva Tamburello, em Ìmola, Itália. A F-1 via ali o fim de uma era, a era Senna. Que saudade. E que pena. Pena de quem tinha dois, três ou quatro anos de idade em 1994 e tem apenas uma vaga lembrança de quem era aquele brasileiro do capacete amarelo que brilhava intensamente nas pistas do mundo e não sabe o quão prazeroso era assistir, vibrar e torcer por Ayrton Senna. Engraçado notar que o Senna que morreu em 1994 se tornou o mito Ayrton dez anos depois. O sobrenome ainda é bastante lembrado, mas grande parte dos torcedores ao se referir ao piloto hoje em dia o chama, qual um afago na própria memória, pelo primeiro nome, Ayrton. Simplesmente. É a prova do grau de intimidade que o piloto conseguiu ter com os brasileiros. Fazia, fez e sempre fará parte da minha, da sua vida. Dez anos depois são inúmeras as suposições sobre o futuro de Senna se não houvesse a Tamburello: e se ele ainda pilotasse, o que seria de Schumacher hoje? Um piloto bi ou tricampeão, quem sabe, eu responderia. Porque por mais recordes que Schumacher bata, jamais completará uma primeira volta como a "maior volta de todos os tempos da F-1" em Donington, 1993. Jamais fará uma corrida como a do Japão, em 1988, quando o carro engasgou na largada e Senna viu sua pole se transformar em um 17º lugar e essa dificuldade se tornar uma vitória e um título. Porque Schumacher jamais terá o genial Alain Prost na mesma equipe, com o mesmo equipamento e, ainda assim, travar duelos inesquecíveis. Porque Schumacher jamais vencerá uma corrida em sua terra natal somente com uma marcha nas últimas dez voltas e, ao cruzar a linha de chegada, comemorará com urros e lágrimas tão intensas dentro do cockpit. Jamais duvide do que Ayrton Senna ainda seria capaz se não encontrasse a Tamburello em seu caminho. Jamais. Porque Senna ainda vive nos milhares de corações brasileiros, nas milhares de lembranças de uma ou outra corrida, ultrapassagem, vitória ou título. Vive por tudo que foi, tudo que deixou e por transcender a este mundo. Vive porque deixa imensas saudades nas manhãs de Domingo, especialmente. Dez anos depois, ao pensarmos no acidente, ainda nos dá um aperto no peito e perguntamos "por quê logo ele?" Grandes saudades, campeão. Deus sabe o que faz.
Confira aqui a série de três reportagens sobre Ayrton Senna
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:: PEDRO HENRIQUE TORRE 12:44 ::
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:: Quinta-feira, Abril 30, 2009 ::
É bom, mas é ruim. É ruim, mas é bom
Mais um craque de alto quilate volta ao futebol brasileiro. Motivo para soltar fogos? Em parte. Adriano e Fred deveriam estar na Europa, marcando gols em grandes palcos e recebendo o status de estrela. Mas estão aqui. Fred no Fluminense e Adriano, agora, no Flamengo. É ótimo para o futebol brasileiro, mas a maneira como ambos chegaram ao futebol brasileiro coloca o eterno ponto de interrogação sobre a conduta de nossos jogadores. Pois Fred, reserva no Lyon e sem chances, bateu o pé, fez bico até convencer o presidente do clube francês a liberá-lo para o Fluminense. Desejava voltar ao Brasil, à terra-pátria. Teve o desejo atendido e a imagem apagada na Europa, o grande centro do futebol mundial. Adriano fez pior. Chateado na Inter de Milão, perseguido pelos paparazzi, decidiu não voltar mais à Itália mesmo com contrato em vigor por mais um ano. Apelidado de Imperador, com status e salário de estrela tinha ainda muito a dar ao clube italiano. Pois fez como Fred, alegou depressão, afirmou que o abandono do futebol era o seu futuro e teve o desejo de ter o contrato rescindido atendido. Duas semanas depois, acerta com o Flamengo. A imagem na Europa está mais do que arranhada. Investir em um jogador brasileiro não é certeza de retorno garantido. Pelo contrário. Mimado, chateado, enfezado, ele insiste em não cumprir o que assinou e dá de ombros. Robinho fez o mesmo para sair do Real Madrid e está escondido no Manchester City. Com a imagem arranhada. Ter craques do quilate de Fred e Adriano no Campeonato Brasileiro é ótimo. O problema são as circunstâncias em que vieram e a imagem que deixaram. É bom, mas é ruim. É ruim, mas é bom.
Crédito da foto: capa Diário LANCE!
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:: PEDRO HENRIQUE TORRE 23:52 ::
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:: Terça-feira, Abril 28, 2009 ::
Histeria generalizada
Juan foi histérico ao gritar com Maicosuel após fazer uma falta normal, de jogo. Os jogadores botafoguenses que berraram e peitaram o flamenguistas também apelaram para a histeria. Os defensores do futebol-arte, que choramingam pelos cantos contra a atitude de Juan e chegaram a pôr em dúvida o caráter do lateral-esquerdo com tantas atitudes histéricas. Uma celeuma sem tamanho e sem necessidade diante de uma falta e de um bate-boca numa decisão. É a histeria generalizada que toma conta do futebol brasileiro. Ou por acaso você jamais viu um zagueiro aos berros com um atacante que, descaradamente, cavou um pênalti na grande área e o máximo conquistado foi um cartão amarelo? Futebol é assim, acontece. O desejo que fez veias em pescoços saltarem durante essa semana de tornar a atitude de Juan como a repreensão ao futebol-arte, ao fim dos dribles caiu no patético. Discursos vazios, em vão e tomados por apenas um lance que ocorre tantas vezes em gramados brasileiros, espanhóis ou russos. Pois na partida seguinte do Flamengo Juan recebeu a mesma falta, de maneira dura, que havia cometido em Maicosuel. Driblou outras tantas vezes, sofreu falta e também foi xingado. Caiu, levantou e tentou o drible novamente. Nem por isso os histéricos apareceram, berrando contra o marcador do Fortaleza. Em um lance, Maicosuel virou a essência do futebol brasileiro e Juan, o brucutu que deseja de qualquer maneira pará-lo e jogá-lo para fora das quatro linhas sob fortes ameaças. Nem um nem outro. Tratou-se apenas de um lance de uma decisão como tantos outros mais incisivos que já ocorreram e ainda estão para ocorrer. Opinar do ar-condicionado, questionar o caráter do lateral-esquerdo sem jamais ter vivido uma decisão tão intensa é um pouco demais. E débil. Beira à histeria generalizada de quem ignora o que realmente há de importante no futebol.
Crédito da foto: Agência O Globo
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:: PEDRO HENRIQUE TORRE 14:30 ::
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:: Domingo, Abril 26, 2009 ::
O pulinho do Fenômeno
A pintura de Ronaldo no primeiro jogo decisivo do Campeonato Paulista encheu os olhos e emocionou muita gente. Aplausos de pé, reverência do Rei Pelé, discussões sobre sua volta à Seleção Brasileira e em torno da plasticidade da jogada. Sim, o Fenômeno voltou a nos dar prazer de assistir aos jogos em que ele está em campo. Mas o gol de Ronaldo tem uma importância além de tudo o que já foi amplamente debatido. Foi apenas um gesto. Quase que um comportamento infantil. No ótimo sentido. Repare bem as reações do Fenômeno ao longo do gol. A arrancada, o drible que desconcertou o zagueiro e o toque sutil por cima de Fábio Costa. Tudo absolutamente genial. Mas nada foi tão denunciante sobre a volta do Maior Artilheiro das Copas do que seu pulinho enquanto a bola rumava para o gol santista. O Fenômeno faz a linda jogada e a arremata, mas, tal e qual um garoto travesso, dá um breve salto e estica o pescoço por trás dos zagueiros santistas, torcendo para que sua obra-prima seja finalizada. Naquela esticadinha de pescoço, no pulinho com jeito de moleque, Ronaldo denunciou: recuperou mesmo o prazer de jogar futebol. Parecia um recém-promovido dos juniores de um time qualquer que faz uma bela jogada, prova seu potencial e se delicia, com carinho, com a trajetória da bola. Há tempos não víamos Ronaldo dar o um espetáculo e torcer por si mesmo, tão descaradamente. Ali não importavam os milhões, não importava se seu status voltaria a ser como antes. Era apenas a magia de jogar futebol como poucos. O prazer de, como nos tempos de Bento Ribeiro, fazer da bola a sua maior alegria.
Crédito da foto: Site Uol
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:: PEDRO HENRIQUE TORRE 18:18 ::
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:: Sábado, Abril 25, 2009 ::
Que tal preservar a imagem?
Rubens Barrichello sempre foi um dos maiores alvos de críticas e ironias no Brasil e no mundo. Com a iminente aposentadoria, conseguiu um lugar na Brawn GP, um carro surpreendentemente anos-luz na frente dos concorrentes. Mas Barrichello, até agora, não soube chegar no lugar mais alto do pódio, ao contrário de Jenson Button, seu companheiro de equipe. Não satisfeito com a poeira que invade sua viseira durantes as corridas, o que já seria alvo de comentários mordazes, Rubinho anuncia que comprou um lugar numa viagem espacial por R$ 400 mil. Classificou como a investida como "um sonho de criança" que irá se realizar. Nada mais justo, se o piloto tem como bancar tal extravagância e deseja tanto fazer o papel de Neil Armstrong. Mas será que após essa viagem espacial Barrichello se preocupará com sua imagem? O que dirão mundo afora de um piloto que sempre foi adjetivado como lento e que, no fim de sua carreira, decide comprar uma passagem para dar uma volta ao redor do mundo. Rubinho, às vezes, precisa ter mais cuidado com a sua imagem.
Crédito da foto: AP
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:: PEDRO HENRIQUE TORRE 00:24 ::
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:: Domingo, Abril 19, 2009 ::
Apelido futurístico
Ainda pesado, com alguma dificuldade para dar um pique, Ronaldo provou que, quando embala, é difícil de segurar. Que nos diga o zagueiro Rodrigo, do São Paulo, até agora com a língua para fora após tentar disparar atrás do camisa 9 corintiano no Morumbi. Ronaldo sempre foi prodígio. Foi à primeira Copa do Mundo com apenas 17 anos, tomou os rumos da Europa, fez a fama na Holanda e na Espanha antes de ganhar na Itália o apelido que carregaria pela vida toda: Fenômeno. A mídia da terra da bota deu o apelido, no final da década de 90, pelo que Ronaldo já havia feito em campo. Era um Fenômeno. Mas talvez nenhum outro apelido no meio do futebol tenha sido tão profético. Ronaldo tornou-se, ao pé da letra, um fenômeno de verdade pelo que fez após seu início arrasador na Inter de Milão. Nasceu e renasceu algumas vezes, foi campeão do mundo de novo, maior artilheiro das Copas e agora, com visíveis quilos acima do peso, volta a sair das cinzas, provar que mantém as características dos tempos de glória e ainda é capaz de arrancar na atrás de um zagueiro, chegar na frente, marcar o gol e ser decisivo. Ser, como sempre disseram os futuristas italianos, um verdadeiro Fenômeno.
Crédito da foto: Site Uol
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:: PEDRO HENRIQUE TORRE 21:57 ::
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:: Sexta-feira, Abril 17, 2009 ::
De repente, o fim do túnel
Aos 36 anos, o próprio Rogério Ceni não é mais nenhum garoto. Pelo contrário. Está longe da exuberância física, por mais dedicado que seja nos treinamentos. Mas as falhas (bisonhas) consecutivas nos últimos jogos culminadas na fratura no tornozelo esquerdo pode ser um alerta para o maior ídolo da história do São Paulo. Bacana o envolvimento e a representatividade para os são-paulinos. São anos de carreira, de dedicação, de partidas inesquecíveis e todos os títulos possíveis conquistados. Qualquer um. De Campeonato Paulista a Mundial de Clubes, só esse três vezes. Caso raro. Mas talvez seja hora de Rogério aproveitar os tantos meses fora de campo, em recuperação, e pensar no futuro. Voltar, jogar apenas seis meses no alto nível e se aposentar. Colabore, Rogério, com o São Paulo fora de campo. Porque tantos craques brilhantes já tivemos no futebol brasileiro, mas há determinados momentos em que o corpo não responde mais. Cansado, cede às pressões exigidas do dia-a-dia. Ceni é realizado, está acima do bem e do mal no Morumbi. Melhor voltar com naturalidade, encarar mais seis meses para uma despedida digna. Do contrário, de repente pode até ser mesmo o fim do túnel.
Crédito da foto: Agência Estado
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:: PEDRO HENRIQUE TORRE 00:30 ::
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:: Domingo, Abril 12, 2009 ::
Honesto e corajoso
Adriano anunciou que parou com o futebol. Sabe-se lá se irá voltar aos gramados ou não. Certo é que com 27 anos e realizado financeiramente, o Imperador deu um passo impensável para os simples mortais. Não estava com cabeça para a profissão, não tinha sabia o porquê de estar lá, aturando paparazzi italianos e convivendo com a ironia. Foi honesto e corajoso como poucos seriam. Inúmeros craques badalados que já fizeram chover outrora certamente ficaram com o gosto do doce na boca ao ver a atitude de Adriano. O Imperador simplesmente rompeu com tudo: contratos milionários com clubes e patrocinadores e abdicou, ainda que por um momento, do sonho de qualquer criança. E parece exatamente isso: sem apoio, sufocado por inúmeras falácias sobre sua vida pessoal e profissional, Adriano é, hoje, uma criança no mundo da bola. Não quer mais os milhões de euros que qualquer jogador em atividade no Brasil gostaria de ter. Deseja mesmo, como diz a letra de funk, ser feliz, andar tranquilamente na favela onde nasceu. Nada mais justo, nada mais honesto. Que Adriano siga seu rumo e volte um dia a jogar futebol. Se realmente quiser, haverá espaço para isso. Mas que saiba que as críticas serão inevitáveis e os holofotes que o consumiram agora, ainda mais mordazes.
Crédito da foto: Reuters
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:: PEDRO HENRIQUE TORRE 19:01 ::
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:: Domingo, Abril 05, 2009 ::
Catalisador da reconstrução
A incrível campanha vascaína no segundo turno do Campeonato Carioca resgatou a auto-estima dos torcedores. Mas foi além. Evidenciou que a reconstrução do clube no futebol está de vento em popa. Talvez os resultados não fossem tão rápidos e tão vistosos não fosse a presença de Dorival Júnior no comando da equipe. Sereno, estudioso do futebol e absolutamente concentrado nos seus obejtivos, o treinador conseguiu passar para o clube a calma necessária em momentos de crise. Dorival não absorve os problemas como uma esponja e faz com que cresçam ainda mais e estourem no clube. Pelo contrário. Estuda quais medidas pode tomar par neutralizá-los e tornar o ambiente mais agradável. E até agora tem conseguido isso em São Januário. É obcecado pelo trabalho, mas sabe deixar longe a pressão pelo aparecimento de resultados imediatos. Do monte de cacos que encontrou quando aceitou dirigir o Vasco no ano mais difícil da história centenária do clube, Dorival fez uma montanha de fé e esperança de que a cada jogo, a cada gol, a cada grito emocionado na arquibancada o clube se reerguirá no cenário do futebol nacional. Não fosse Dorival o processo certamente demoraria mais e passaria por mais sofrimento. Mas, de maneira discreta, ele ocupa o lugar de catalisador da reconstrução cruzmaltina.
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:: PEDRO HENRIQUE TORRE 19:05 ::
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:: Sexta-feira, Abril 03, 2009 ::
Desfecho tardio e previsível
Nada mais esperado e normal do que a decisão do Flamengo de não renovar o patrocínio com a Petrobras. Nada menos esperado do que a maneira com que o Rubro-Negro se agarrou à estatal nos últimos meses, quando tinha plena consciência de que não iria ter condições legais de receber a verba da parceria. Muitas vezes se alegou fidelidade à parceria que durava desde 1984. Um sentimento bacana essa tal de fidelidade. Mas que não pode conviver com a palavra chamada profissionalismo. Romper com a Petrobras e lançar-se no mercado com plena confiança em sua marca é o que Flamengo já deveria ter feito há tempos. Talvez já estivesse com um patrocínio que liberasse com frequência toda a verba acordada e, consequentemente, seus compromissos já estariam em dia. Exercitar a disputa de empresas pela chance de colocar suas marcas num dos símbolos mais fortes do futebol é decisão acertada, mas previsível e tardia tomada pelo Flamengo.
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:: PEDRO HENRIQUE TORRE 00:53 ::
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:: Segunda-feira, Março 30, 2009 ::
Qual é a sua?
Primeiro, Dunga assumiu a Seleção Brasileira e não convocou Ronaldinho. Foi criticado. Agora, Dunga está no comando da Seleção há algum tempo e sempre convoca Ronaldinho. É criticado. Mas o querem que seja feito com o craque dentuço? Há dois anos ele era imprescindível para a Seleção e agora já não é mais, ao que parece. Quem defende sua ausência na lista de convocação afirma que Ronaldinho nada apresenta no Milan e lá pouco joga. Não tem lugar na Seleção. Mas quem terá lugar na atual Seleção Brasileira? Mineiro, Josué, Júlio Baptista e Elano? Então deixem-me entender. Ronaldinho não tem mais nada a apresentar no futebol e deve dar adeus à sua carreira na Seleção. Desculpem-me os críticos, abraçados às estatísticas que dizem que Ronaldinho pouco joga no Milan e deve ficar apenas pela Europa, mas um craque desse quilate jamais deve ficar fora da Seleção Brasileira. Pouco importa se quase não joga no Milan, se está em busca da forma que o consagrou há quatro anos. O garoto que pede ao pai para ir ao estádio assistir à Seleção Brasileira vai na esperança de ver um Ronaldinho que fundou uma grife própria. Tem em seu repertório dribles, jogadas geniais e chutes certeiros que encantam e deixam queixos caídos mundo afora. Quem já fez o que Ronaldinho fez jamais esquecerá. Está ali, guardado em algum lugar. Basta ajudá-lo a recuperar a magia que fazia com que um drible fosse envolto por um pó mágico como nas fábulas infantis. Porque ele nasceu com um dom de jogar futebol. E, convenhamos, isso é algo cada vez mais raro hoje em dia. Portanto, bato aqui o martelo. Ronaldinho na Seleção Brasileira agora e sempre. Reservo-me no direito de acreditar que ainda posso me encantar com suas jogadas.
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:: PEDRO HENRIQUE TORRE 23:58 ::
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Maturidade
Júlio César apareceu há 12 anos no Flamengo, numa partida contra o Palmeiras, ainda pela Copa do Brasil. Com cara de molecão, esguio, deu provas de que seria um grande goleiro um dia. Três anos depois, deixou o veterano Clemer no banco de reservas e assumiu de vez a condição de titular do Flamengo. O primeiro passo para a maturidade. Mas como um bom e genuíno brasileiro, Júlio se deixava levar pelas emoções vividas com a camisa 1 do Rubro-Negro. Vitória emocionante do Flamengo, choro na saída de campo. Derrota humilhante, novas lágrimas pelo rosto no caminho até o vestiário. Xingamento da arquibancada e maré contra dentro de campo, Júlio César era bem capaz de, num ato de loucura, sair driblando meio time adversário e arrancar palmas da torcida rubro-negra. Mas escancarava, ainda, sua falta de maturidade. Em 2004, aproveitou a brecha dada pelo descanso de Dida e brilhou na decisão de pênaltis na Copa América, contra a Argentina, e trilhou ali seu caminho. No ano seguinte, rumou para a poderosa Inter de Milão. Lá, suou até barrar o respeitado Toldo. E conseguiu. Após a Copa de 2006, batalhou até tirar de Doni, então preferido de Dunga, a camisa 1 da Seleção Brasileira. Conseguiu e com exibições espetaculares como a diante do Equador, ontem conseguiu convencer até o mais severo dos críticos que a camisa 1 da amarelinha pertence a ele. Sem sombra de dúvidas. Sem espanto. Júlio César hoje está entre os grandes goleiros do mundo. Poderá marcar época na Seleção como já fez no Flamengo. Aos 29 anos, o goleiro, enfim, atingiu a maturidade necessária para colocá-lo no olimpo do futebol.
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:: PEDRO HENRIQUE TORRE 01:52 ::
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:: Sábado, Março 28, 2009 ::
Imagine você...
...chega ao final de um ano totalmente desacreditado. De repente, você está desempregado. Ninguém mais parece acreditar em você e parece ser mesmo o fim da linha. Dois meses se passam, especulações vêm e vão. Você está realmente empregado novamente. Seu equipamento de trabalho volta a ter a atenção de outros anos e todos acham que você é mesmo capaz de dar conta do recado novamente. Então, vem o primeiro teste. Você passsa com louvor. Logo em seguida, é a vez do teste de verdade. Seus nervos ainda aguentam. Tudo acontece como antes, a emoção, a sensação de estar de novo sob os holofotes. Em pouco mais de dois meses, você voltou a sentir a alegria que sempre foi a razão de sua vida. Como um garoto. Alegre, descontraído, você olha para trás. E agradece aos céus por esse momento. Não conseguiu imaginar ninguém que se encaixe nessa descrição? Pois veja com atenção a trajetória de Rubens Barrichello até a estreia na F-1 nesse ano.
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:: PEDRO HENRIQUE TORRE 22:12 ::
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:: Quinta-feira, Março 26, 2009 ::
Até onde vai o Big Brother
Adriano chega ao Rio, faz festa em sua casa e leva outros jogadores da Seleção Brasileira. E daí? O próprio Imperador tem razão ao dizer que o dinheiro é seu, a casa é sua e o dia era de folga. Não há nada de interessante nisso. Ao menos para pessoas sérias. Porque o Big Brother das celebridades são notícia em todo mundo. Celebridades, está escrito na última frase. Pois é. No Brasil, jogador de futebol da Seleção Brasileira é celebridade. E ponto final. Não podem ir à padaria, comprar um jornal, conhecer belas mulheres e tudo vira manchete. Mais até do que gols, belas jogadas e declarações interessantes. Robinho está com uma loiraça, Ronaldo vai ser pai novamente, Adriano terminou seu casamento com fulana. São escândalos produzidos que nem deveriam vir à tona por se tratar da vida pessoal dos atletas. O que todos eles fazem fora de campo não interessa a mim, a você, ao leitor do jornal, ao site especializado em esportes. Cabe única e exclusivamente aos próprios craques. No ritmo em que o interesse pela vida alheia no futebol anda, provavelmente na Copa de 2014, no Brasil, falaremos mais sobre a família dos jogadores, as festas que acontecem em todo o país do que a escalação do time, a possibilidade de mais um título mundial. É mesmo de se perguntar até onde vai o limite desse Big Brother.
Crédito da foto: Agência O Globo
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:: PEDRO HENRIQUE TORRE 11:32 ::
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